Uma decisão da administração do prefeito Aldo Mansano e da Secretaria Municipal de Educação tem provocado forte insatisfação entre pais e familiares de alunos da rede municipal de ensino de Arco-Íris. O motivo é a realização da tradicional festa junina escolar marcada para as 7h15 da manhã do dia 2 de julho, horário que, segundo as famílias, inviabiliza a participação da maioria dos pais que trabalham.
Diante da situação, mães de alunos iniciaram um abaixo-assinado e buscaram apoio da Câmara Municipal para tentar sensibilizar a Secretaria de Educação a transferir o evento para o período noturno ou para um sábado à tarde. A reivindicação é considerada simples pelos pais: permitir que as famílias possam acompanhar uma das atividades mais aguardadas pelas crianças ao longo do ano letivo.
Segundo relatos encaminhados por moradores, o pedido não encontrou abertura para discussão. As famílias afirmam que a Secretaria de Educação se mantém irredutível quanto à mudança de horário e não apresenta justificativas convincentes para a manutenção do evento durante o período da manhã. A principal crítica recai justamente sobre a ausência de diálogo com os pais, que alegam não terem sido ouvidos pela administração.
A situação chama atenção porque festas juninas escolares tradicionalmente possuem forte caráter de integração entre escola e família. Em diversas cidades da região, eventos semelhantes costumam ser realizados em horários alternativos justamente para facilitar a presença dos pais, avós e demais familiares, fortalecendo os vínculos comunitários e valorizando a participação na vida escolar das crianças.
Para os organizadores do abaixo-assinado, a escolha de um horário tão cedo transmite a impressão de que a presença das famílias foi colocada em segundo plano. Muitos pais trabalham em horário comercial, enquanto outros dependem de deslocamentos para cidades vizinhas, tornando praticamente impossível comparecer à apresentação dos filhos.
Além da insatisfação com o horário, moradores também criticam a postura adotada pela Secretaria de Educação, que, segundo eles, tem se recusado a discutir alternativas e esclarecer de forma transparente os motivos da decisão. A falta de diálogo tem ampliado o desgaste e alimentado a sensação de distanciamento entre a gestão municipal e a população.
O episódio levanta um questionamento inevitável: se a festa é das crianças, por qual motivo ela está sendo organizada em um horário que impede justamente a presença das pessoas que elas mais gostariam de ver na plateia?
Até o momento, a programação permanece mantida para as 7h15 do dia 2 de julho. Enquanto isso, pais e mães seguem mobilizados na tentativa de convencer a administração municipal a rever a decisão e garantir que as famílias possam participar de um momento que, para muitas crianças, ficará marcado para sempre na memória. O espaço segue aberto para manifestação do poder público.