A Comissão Parlamentar Especial (CPE) da Câmara Municipal de Tupã finalizou os trabalhos de investigação sobre a contratação da empresa Volt Energia Ltda., responsável pela instalação de placas solares em prédios públicos do município. O relatório, apresentado no dia 23 de junho, identificou uma série de ilegalidades no contrato firmado pela gestão Caio Aoqui, envolvendo quase R$ 10 milhões oriundos da arrecadação da COSIP (Contribuição para Custeio da Iluminação Pública).
O documento detalha que a contratação, realizada por meio de adesão à ata de preços do consórcio CODEVAR, apresentou sobrepreço de até R$ 6,8 milhões, dependendo do critério de análise adotado. Segundo o laudo técnico pericial, as instalações realizadas não têm condições mínimas de funcionamento e representam riscos de acidentes, como choques elétricos, e até incêndios nos locais onde foram instaladas as placas de geração de energia fotovoltaica.
Entre os principais problemas destacados, o relatório aponta:
O relatório solicita que cópias do documento sejam encaminhadas ao Ministério Público do Estado de São Paulo e ao Tribunal de Contas, para que sejam tomadas as devidas providências jurídicas e administrativas. Além disso, recomenda a abertura de processos disciplinares contra os servidores e ex-gestores envolvidos no caso.
O Relator da CPE, Vereador Charles dos Passos Sanches, destacou que a apuração teve como objetivo preservar os interesses públicos e proteger os cofres do município. "Fizemos uma investigação técnica, criteriosa e baseada em provas. O que se apurou é grave e não pode ficar impune", afirmou.
O Vereador Pena Castro, Presidente da CPE, ainda na noite de ontem, fez uso da tribuna da Câmara Municipal, onde ele categorizou a processo de compra das placas de energia fotovoltaica como uma, lambança. Relatou ainda que os pagamento foram realizados já no recesso da casa legislativa, dificultando o trabalho de fiscalização do legislativo. O Vereador ainda asseverou acerca dos servidores públicos envolvidos, que agora irão responder, possivelmente, procedimentos administrativos, como é o caso do ex-secretário Valentim Bigeschi, que ainda ocupa um cargo efetivo na Prefeitura Municipal.
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