O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta terça-feira (17), no Diário Oficial da União uma portaria com sanções que incluem a proibição do ingresso de novos alunos aos curso de Medicina da Faculdade de Dracena (Unifadra).
Segundo o documento, as medidas cautelares foram determinadas foram:
Além destas proibições, um processo de supervisão foi aberto.
As punições foram adotadas considerando o resultado obtido pelas faculdades no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em 2025.
Ainda conforme o MEC, as penalidades podem ser revogadas, prorrogadas ou agravadas a partir dos resultados alcançados pelas instituições no Enamed de 2026.
Além dos cursos de medicina da faculdade de Dracena, receberam essas sanções outras seis instituições de ensino de todo o país:
Em nota a Unifadra disse que as medidas não impactam o curso de Medicina da faculdade, já que a graduação não possui ingressantes no segundo semestre de 2026.
“A Faculdades de Dracena/Unifadra, por meio de sua Direção Acadêmica, vem a público esclarecer que as medidas cautelares recentemente impostas pelo MEC às instituições de ensino superior não impactam o curso de Medicina da Unifadra Dracena, mantida pela Fundec, em razão de o curso não ter ingressantes no segundo semestre de 2026, mas somente em 2027, e que seu vestibular ocorrerá após a divulgação do resultado da próxima edição do Enamed, previsto para o segundo semestre de 2026. Reiteramos à comunidade acadêmica nosso compromisso com a formação ética, técnica e humana dos futuros profissionais da saúde, permanecendo à disposição para novos esclarecimentos”, afirma a Unifadra.
Inicialmente, na terça-feira (17), o curso do Centro Universitário de Adamantina (FAI) havia sido incluído entre faculdades de Medicina com possíveis punições mais graves, como suspensão de novos alunos, proibição de ampliação de vagas e bloqueio de programas federais, devido a resultados insatisfatórios.
Em nota oficial, a instituição informou que a inclusão foi um “erro material” do próprio MEC, corrigido na republicação da Portaria nº 72. Com isso, o nome da FAI não consta mais entre as instituições investigadas.
A entidade destacou ainda que o curso de Medicina possui Conceito 4, em uma escala de 1 a 5, junto ao CEE-SP (Conselho Estadual de Educação de São Paulo), o que atesta a qualidade pedagógica e estrutural.
Com a correção, segundo a FAI, não há qualquer suspensão de ingresso de novos alunos nem prejuízo aos estudantes matriculados, e as atividades acadêmicas seguem normalmente.