Lideranças e associações que representam caminhoneiros em todo o país confirmaram nesta terça-feira (17) a realização de uma paralisação nacional em protesto contra a recente escalada nos preços dos combustíveis. O movimento começou a ganhar força em assembleias regionais e deve ter início já nesta quinta-feira (19).
A principal insatisfação da categoria está no aumento acumulado do óleo diesel, que registrou alta de quase 19% desde o fim de fevereiro. Para os motoristas autônomos, a elevação tem tornado o custo do frete inviável, pressionando diretamente a renda de quem depende do transporte rodoviário para sobreviver.
O setor também aponta que a instabilidade no mercado internacional de petróleo, agravada por conflitos no exterior, tem contribuído para a volatilidade dos preços, dificultando o planejamento financeiro dos profissionais.
De acordo com Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a mobilização foi aprovada após reunião realizada no Porto de Santos, em São Paulo. A orientação repassada aos caminhoneiros é para que a paralisação ocorra de forma pacífica, sem bloqueios em rodovias.
A recomendação é que os motoristas permaneçam em casa ou estacionados em pontos de apoio, como postos de combustíveis, evitando interdições que possam resultar em multas ou medidas judiciais.
A possível paralisação acende um alerta para impactos na logística e no abastecimento em diversas regiões do país, especialmente se houver adesão significativa da categoria.