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Bastos realiza Festa do Ovo enquanto déficit da Prefeitura supera R$ 20 milhões

Terça, 14 de Jul. de 2026
Fonte: Redação Mais Tupã!

A realização da tradicional Festa do Ovo em Bastos volta a colocar em debate a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Enquanto a Prefeitura mantém a programação do maior evento do município, os números oficiais do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontam que as despesas da administração já superam as receitas em mais de R$ 20 milhões.

Segundo o painel de transparência do TCESP, a receita consolidada do município é de R$ 62,78 milhões, enquanto as despesas empenhadas já alcançam R$ 82,88 milhões, resultando em um déficit de R$ 20.102.567,19.

Paralelamente ao cenário fiscal, a administração municipal firmou contratos que ultrapassam R$ 2,5 milhões para a realização da Festa do Ovo. Apenas com atrações musicais, foram empenhados R$ 750 mil para o show de Ana Castela, R$ 515 mil para Roupa Nova, R$ 400 mil para Michel Teló, R$ 285 mil para Aline Barros, R$ 130 mil para Tony Allysson e R$ 80 mil para o grupo Lendas 67. Além disso, há um contrato de R$ 436.244,00 destinado à locação de parte da estrutura necessária para o evento.

Embora a Festa do Ovo seja reconhecida como um importante instrumento de fomento ao turismo, ao comércio e à economia de Bastos, o atual cenário financeiro levanta questionamentos sobre a conveniência de gastos dessa magnitude em um momento de desequilíbrio fiscal.

A administração pública tem o dever de promover eventos que valorizem a cultura e movimentem a economia local, mas também precisa observar os princípios da responsabilidade fiscal e da austeridade. Em períodos de contas pressionadas, espera-se que o poder público estabeleça prioridades, preservando a capacidade de investimento em áreas essenciais e evitando que o aumento das despesas comprometa ainda mais a saúde financeira do município.

O debate não está na importância da Festa do Ovo para Bastos, mas na necessidade de compatibilizar investimentos em eventos com uma gestão fiscal equilibrada. Afinal, manter as contas públicas em ordem é condição indispensável para garantir a continuidade dos serviços essenciais e a sustentabilidade financeira da administração municipal.

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