Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026, divulgados no Dia Mundial da Obesidade (4 de março), apontam um cenário crítico: a obesidade e o excesso de peso atingem níveis alarmantes no Brasil e no mundo, impulsionados por fatores como consumo de ultraprocessados e sedentarismo. Projeções indicam que, sem medidas eficazes, 4 bilhões de pessoas terão sobrepeso até 2035.
Os principais dados do mapa da obesidade 2026/Brasil, do Ministério da Saúde, apontam que o problema registrou uma alta de 118% em 18 anos. Hoje, 55,4% da população adulta está na faixa IMC 25, com maior incidência entre homens (57,1%) do que mulheres (53,9%).
Pouca gente vai acreditar, mas os dados apontam que a cidade com maior prevalência de obesidade em todo o Brasil é Lupércio, cidade vizinha de Marília, que lidera com 66,67% de obesidade entre adultos. E logo em seguida vem a vizinha cidade de Herculândia, com 64,71. Em terceiro está São José do Bonfim, na Paraíba, com 61,63%.
O estudo aponta ainda que 20,7% das crianças e adolescentes de 5 a 19 anos no mundo vivem com sobrepeso ou obesidade.
As causas mais simples estão no hábito alimentar. Hoje, apenas 21% dos brasileiros consomem frutas e hortaliças na quantidade recomendada, enquanto 25,5% relatam consumo diário de ultraprocessados. Para piorar ainda tem o sedentarismo, já que menos da metade da população pratica atividade física no lazer, ou seja, 42,3%.
Por isso, a campanha da Organização Mundial de Saúde para 2026, com o tema “8 Bilhões de Motivos para Agir”, propõe superar a culpa individual e focar em políticas públicas, ambiente saudável e tratamento.
Todas as informações são baseadas nos relatórios e projeções divulgados no Dia Mundial da Obesidade, ontem, dia 4 de março de 2026, incluindo dados da Abeso e Atlas Mundial da Obesidade.