Condenado pelo assassinato da bancária Débora Goulart Subires, crime que chocou Tupã em 2017, Ailton Basílio recebeu parecer desfavorável em seu pedido de progressão ao regime semiaberto. A avaliação foi elaborada pela equipe técnica da Penitenciária “Zwinglio Ferreira”, em Presidente Venceslau, onde ele cumpre pena atualmente.
De acordo com o relatório encaminhado ao Departamento Estadual de Execução Criminal (DEECRIM), embora o detento apresente bom comportamento carcerário e participação em atividades internas da unidade prisional, ainda existem fragilidades consideradas relevantes no campo psicológico, especialmente relacionadas à responsabilização pelo crime cometido.
O documento aponta que Ailton atua atualmente como monitor da sala de leitura e já desempenhou funções em setores como cozinha, refeitório e faxina da penitenciária. A administração prisional também destacou a ausência de registros recentes de faltas disciplinares.
Apesar disso, a equipe técnica concluiu que o condenado ainda demonstra dificuldade na compreensão e elaboração do delito, além de um processo de mudança considerado ainda insuficiente. O parecer ressalta que não há consolidação plena quanto à compreensão crítica das consequências de sua conduta.
No relatório social anexado ao processo, Ailton afirmou sentir vergonha pelo crime cometido e declarou que pretende morar em Santos após eventual saída do sistema prisional, além de buscar trabalho na área de vendas ou educação física.
Ailton Basílio foi condenado pelo assassinato da então companheira Débora Goulart Subires, gerente de pessoa jurídica do Banco Bradesco em Tupã. O feminicídio ocorreu no dia 21 de agosto de 2017, na residência do casal, na região central da cidade.
Segundo as investigações, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica marcado por ameaças, agressões e comportamento possessivo. A vítima pretendia encerrar o relacionamento, situação que não era aceita pelo autor.
Ainda conforme os autos, Débora foi rendida, amordaçada e brutalmente agredida antes de ser morta com golpes de faca dentro da residência. Após o crime, Ailton fugiu da cidade e acabou localizado e preso posteriormente no estado do Rio de Janeiro.
O caso teve forte repercussão em Tupã e região, sendo tratado pela Justiça como feminicídio qualificado, com reconhecimento de motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.