A Polícia Civil de Tupã, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), divulgou novos detalhes sobre a ação que resultou na prisão em flagrante de três envolvidos em um esquema de furtos de suplementos alimentares em um estabelecimento localizado na área central da cidade.
O caso, inicialmente tratado como desvio interno de mercadorias, ganhou contornos mais amplos após o avanço das investigações. De acordo com o boletim de ocorrência, duas funcionárias do comércio atuavam diretamente na separação dos produtos — entre eles whey protein, creatina e outros itens de alto valor — que eram retirados do estoque e deixados próximos ao balcão para facilitar a retirada posterior.
A investigação teve início após o proprietário da empresa procurar a Polícia Civil e apresentar imagens do sistema de monitoramento, que registraram a ação das funcionárias ao longo de vários dias, pelo menos desde 25 de abril. A partir dessas informações, equipes da DIG, com apoio da DISE, passaram a monitorar o local.
Por volta das 17h00 de terça-feira (28), durante campana nas imediações, os policiais observaram o momento em que o marido de uma das funcionárias chegou ao estabelecimento conduzindo um veículo Jeep Commander. Em ação coordenada, ele e as duas funcionárias passaram a transportar as mercadorias previamente separadas até o interior do carro, sendo abordados em flagrante pelos investigadores.
Em depoimento, os três admitiram a prática dos furtos, relatando que os produtos eram destinados ao consumo próprio, doações e também à comercialização, inclusive por meio de plataformas digitais — o que reforça a suspeita de atuação estruturada.
Na sequência, com autorização das envolvidas, os policiais realizaram diligências nas residências. Em Tupã, foi localizada pequena quantidade de produtos, enquanto na casa do casal, no município de Queiroz, foi encontrada uma grande quantidade de mercadorias subtraídas, além de dinheiro em espécie.
Durante as buscas, também foi apreendido um revólver calibre .32 sem registro, o que acrescentou ao caso a imputação de posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial enquadrou os envolvidos, em tese, pelos crimes de furto qualificado pelo abuso de confiança e concurso de agentes, associação criminosa e posse irregular de arma de fogo. Os três permaneceram presos e seguem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil agora aprofunda as investigações para verificar a possível participação de outros envolvidos no esquema, que, ao que tudo indica, ia muito além de simples desvios pontuais dentro da empresa.