A Justiça da Comarca de Tupã condenou integrantes de uma organização criminosa investigada pela Operação Conexão, conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE). O grupo atuava no tráfico interestadual de drogas utilizando a conhecida “rota caipira”, estratégia adotada para evitar fiscalização nas rotas tradicionais.
De acordo com a sentença da 1ª Vara Criminal, os envolvidos tinham funções bem definidas e utilizavam uma logística complexa para transportar e distribuir grandes quantidades de entorpecentes. Entre os métodos identificados estão o uso de transporte aéreo clandestino, ocultação de drogas em áreas rurais e envio por meio de cargas lícitas.
As penas aplicadas variam de 6 a 17 anos de reclusão, todas em regime inicial fechado. Somadas, as condenações desta decisão chegam a quase 50 anos de prisão, sem possibilidade de substituição por medidas alternativas, diante da gravidade dos crimes.
A investigação, considerada de alta complexidade, foi desmembrada e já resultou em outras condenações relacionadas ao mesmo grupo, que, juntas, ultrapassam 150 anos de reclusão. As apurações também levaram à apreensão de quase meia tonelada de cocaína e crack, além de cerca de um milhão de reais em dinheiro, veículos e outros bens.
Segundo a polícia, a organização possuía estrutura típica de criminalidade organizada, com divisão de tarefas, controle financeiro e mecanismos para ocultação de patrimônio. Parte dos envolvidos ainda responde a processos por lavagem de dinheiro.
O trabalho da DISE de Tupã se estendeu por quase dois anos e contou com apoio de policiais civis de diferentes regiões, além da colaboração de outras forças de segurança, sendo apontado como um dos maiores enfrentamentos ao narcotráfico regional recente.