A Bolsa brasileira interrompeu as negociações por 30 minutos na manhã desta segunda-feira (26), após uma queda superior a 10% do Ibovespa provocar o acionamento do circuit breaker. A turbulência marcou o primeiro pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada no domingo (25).
A pressão sobre os ativos brasileiros já aparecia antes da abertura do mercado nacional. Em Nova York, o EWZ, fundo que acompanha ações brasileiras, recuava mais de 25% no pré-mercado. Os contratos futuros do real também registravam desvalorização próxima de 10%.
Segundo as informações encaminhadas à reportagem, a interrupção ocorreu às 9h57, ainda durante o leilão de abertura. A B3 também ampliou os limites de oscilação de contratos futuros de índice e dólar e de determinados fundos negociados em Bolsa.
O circuit breaker funciona como uma pausa nas operações em momentos de queda acentuada, permitindo que os investidores reavaliem suas decisões. O material informado aponta que novas interrupções podem ocorrer quando as perdas do Ibovespa atingem 15% e 20% em relação ao fechamento anterior.
O episódio trouxe de volta um mecanismo associado aos momentos mais intensos de instabilidade do mercado. Em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, a Bolsa brasileira registrou sucessivas paralisações diante da forte queda dos ativos.
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