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Mãe de menino que morreu após se engasgar com chiclete em Tupã, relembra desespero: 'Não sabia o que fazer'

Segunda, 13 de Fev. de 2023
Fonte: G1

O único filho de Simone Martins, de 36 anos, morreu depois de se engasgar com um chiclete enquanto brincava na casa da avó, em Tupã. O caso foi registrado no dia 27 de dezembro de 2022.

Passados quase dois meses, Simone ainda encontra forças para superar o “pior momento de sua vida”. Na ocasião, ela estava no trabalho, quando ficou sabendo que seu filho, Arthur Martins Mariano, se engasgou com uma goma de mascar.

“Ele estava brincando no momento, tinha comprado um chiclete na mercearia aqui perto e já tinha mastigado um. Minha mãe contou que ele já estava com um chiclete na boca, mastigando, e brincava com outro, quando colocou na boca e começou a pular. Ele não tinha mordido quando engasgou com esse segundo chiclete”, explica Simone.

A partir deste momento, a família tentou socorrê-lo. No entanto, o desespero pela situação, a forte chuva que atingia a cidade e o cenário paralisaram as ações da família, segundo Simone.

“Quando minha mãe viu que ele engasgou, ela tentou tirar da boca dele, ele chegou a vomitar. Estava chovendo muito forte, não dava pra se deslocar até o hospital naquele momento”, relembra.

Simone foi informada no trabalho sobre o caso e saiu ao encontro do filho. Quando chegou, Arthur já havia sido levado por um vizinho até o atendimento médico.

Ao chegar na Santa Casa de Tupã, a mãe afirma ter se sentido “impotente” diante da cena que encontrou no local.

“Eu peguei minha moto, saí do trabalho e fui lá. Na hora que eu cheguei, tinham três médicos em cima do meu filho, ele já tinha sido intubado. Eu não sabia o que fazer, me senti impotente”, conta.

Arthur, com o aval da mãe, precisou ser transferido para o Hospital das Clínicas de Marília (SP). Apesar do trajeto em 40 minutos, Simone não tem reclamação de qualquer demora no atendimento ao filho.

“Ele precisou ir para Marília porque aqui não tem tratamento para UTI infantil. A viagem foi super rápida. Eles me informaram que seria um risco levá-lo para Marília e também seria deixá-lo aqui em Tupã. Eu optei por levar. Meu filho foi super bem atendido no hospital. Se houve demora, foi no momento de socorrer, não sabíamos o que fazer”, relata.

Depois de seis paradas cardíacas, Arthur não sobreviveu ao engasgamento com o chiclete. Simone conta que, neste momento, só gostaria de abraçá-lo novamente.

“Eu implorei a Deus para ele devolver o filho. Como sempre estou trabalhando, não pude nem me despedir, pra me dar um abraço e tudo que eu queria era um abraço, escutá-lo me chamar de mãe mais uma vez”, desabafa Simone.

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