O Ministério da Saúde realiza, nesta terça-feira (4), uma audiência pública para discutir a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19.
Segundo a pasta, a audiência, marcada para começar às 10h, deve "promover um debate com especialistas na área de saúde", "a fim de obter informações para nortear a estratégia de operacionalização e tomada de decisões".
A imunização de crianças, no entanto, já é recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 16 de dezembro e já ocorre em diversos países (veja a lista mais adiante).
Na segunda-feira (3), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse a jornalistas que a audiência vai ouvir especialistas "das diversas correntes" para que se possa decidir sobre a imunização.
Apesar da declaração do ministro, a proposta da consulta pública para vacinação de crianças foi contestada no Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, apesar de ter afirmado anteriormente que a posição oficial do governo será divulgada apenas no dia 5 de janeiro, Queiroga antecipou nesta segunda que as doses pediátricas chegarão ao Brasil na segunda quinzena de janeiro.
Sem apresentar um cronograma de aplicação, o ministro disse também que a vacina estará disponível para os pais que queiram imunizar seus filhos.
Para especialistas, a vacinação desse grupo é essencial não só para conter a pandemia, mas para proteger as crianças diante do surgimento de novas variantes.
A adoção da consulta pública não foi bem vista por técnicos e cientistas da área, que viram na atitude mais uma ação do governo Bolsonaro contra as vacinas.
Consulta pública
A audiência pública – que acontece presencialmente nesta terça – foi anunciada ainda no mês passado, quando o Ministério da Saúde decidiu abrir também uma consulta pública sobre o tema.
De 24 de dezembro, a 2 de janeiro, qualquer pessoa pôde participar, preenchendo um formulário online, da consulta que, segundo a pasta, estava aberta a "contribuições devidamente fundamentadas".
O formulário incluía perguntas sobre os pontos de vista defendidos pelo governo, como, por exemplo, a recomendação de exigência de prescrição médica para vacinação.
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