O pedido de saída de Eleuses Paiva (PSD) da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo tem repercussão na política de Tupã. Um dos principais parceiros políticos de Caio Aoqui na última eleição, o secretário representa uma interlocução importante do grupo do ex-prefeito com o governo estadual. Aoqui tem se manifestado nas redes sociais contra a saída do aliado, e de forma velada até criticando, o até então parceiro, Tarcísio de Freitas.
Segundo reportagem do Metrópoles, Eleuses pediu para deixar a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta quinta-feira, 15 de outubro. Uma conversa entre o governador e o secretário deve definir os detalhes da saída. No comando da Saúde desde o início da gestão, ele já era apontado como um dos integrantes que poderiam deixar o primeiro escalão após as eleições.
Para o grupo de Aoqui, a possível mudança vai além de uma substituição administrativa. Em termos políticos, a saída de um aliado do primeiro escalão pode reduzir o acesso e a capacidade de articulação junto ao governo paulista. Esse cenário ajuda a compreender a defesa da permanência de Eleuses feita pelo ex-prefeito.
A proximidade entre ambos ganhou destaque na última disputa eleitoral. Agora, a possibilidade de afastamento do secretário coloca o grupo de Aoqui diante da necessidade de preservar seus canais de interlocução com o Estado.
Nos bastidores do governo, Eleuses vinha recebendo críticas de auxiliares de Tarcísio pelo empenho na campanha de seu filho, Eleuses Paiva Filho, candidato a deputado federal. Conforme o Metrópoles, ele recebeu aproximadamente 88,2 mil votos e não foi eleito. A reportagem não estabelece que essas críticas tenham sido o motivo determinante do pedido de saída.
Entre os nomes cotados para assumir a secretaria está Luiz Carlos Zamarco, atual secretário municipal da Saúde de São Paulo. A possibilidade é atribuída a aliados ouvidos pelo veículo; a substituição ainda depende da definição do governador.
Em Tupã, o desdobramento será acompanhado pelo impacto sobre as articulações de Aoqui. Caso a saída seja confirmada, o ex-prefeito verá um de seus principais parceiros da última eleição deixar uma posição estratégica no governo estadual.
Armando e os Três Patetas
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